Neste jubileu de 25 anos não podemos esquecer de contar um pouco da história da Toca de Assis, onde tudo começou: Campinas, em especial nossa Casa Mãe (Casa de Aliança São José). Na querida cidade foi onde Deus suscitou os primeiros corações generosos, leigos, religiosos, seminaristas e padres, a amar Jesus no pobre abandonado e Nele encontrar a fonte de todo o amor.

Desde aquele 13 de maio de 1994 vivemos renovando nosso sim na adoração a Jesus Sacramentado e amor aos nossos irmãos mais pequeninos. Eis que em 1997 alugamos nossa primeira casa, a Casa Mãe, para a partir dali levar a família a mais quatro estados brasileiros e a Quito no Equador. Pela Divina Providência, em 2002, a Fraternidade Toca de Assis efetuou a compra da casa e em 2003, concluiu a quitação da última parcela.

Atualmente, nesta casa moram 12 religiosos, os quais sete são do governo Geral do Instituto Filhos da Pobreza do Santíssimo Sacramento e diretoria da Fraternidade Toca de Assis, cinco são membros da missão. Além de dois irmãos acolhidos. Portanto, a Casa abriga funções administrativas do Instituto e de parte da Toca de Assis e há ainda o apostolado.

Assim como em todas as nossas outras casas fraternas, os religiosos encontram com Jesus no Santíssimo Sacramento no lugar mais importante: a Capela. E levam o amor de Deus aos irmãos mais pequeninos pelo apostolado nas terças e quartas-feiras, e no quinto domingo de cada mês.

Nas noites de terças-feiras são realizadas as pastorais itinerantes no Centro da cidade em que são distribuídos cerca de 40 lanches. Já na quarta-feira, às 19h30, é o dia de voltar ao local onde tudo começou: a praça da Igreja do Carmo. Lá são distribuídas 200 marmitas, são realizados momentos de evangelização e restauração da dignidade dos irmãos abandonados de rua através de um gesto de escuta, oração e olhar o pobre com a dignidade de filhos de Deus.

A cada quinto domingo do mês, o encontro com Jesus pobre abandonado acontece através da pastoral Bom Samaritano, de 8h as 14h, no espaço pertencente ao governo. No dia, os irmãos pequeninos alimentam-se, há banho, corte de cabelo e barba, e o momento de evangelização.

Portanto, ali onde tudo começou, a história perpetua-se e “ainda que muitos não entendam nossa busca, adoramos sendo pobres com os pobres”. Que nosso Senhor suscite mais corações generosos decididos a dar seu Sim a Ele e ao próximo, que podem ser a mesma pessoa. “Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mt 25, 40).

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