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Pichincha, Quito – Equador

Conheça a casa fraterna em Quito no Equador

“Não nos deixemos roubar o entusiasmo missionário e rezemos para que os consagrados e as consagradas reavivem o seu fervor missionário e estejam presentes entre os pobres, os marginalizados e aqueles que não têm voz.” (Papa Francisco). Impulsionados por este carisma missionário, os religiosos do Instituto dos Filhos da Pobreza do Santíssimo Sacramento fundaram a casa San José em Quito no Equador no dia 12 de dezembro de 2006. Desde do início, ela é uma das casas de acolhimento do Instituto: até 2015, os acolhidos eram pessoas idosas ou com deficiência, a partir de agosto de 2015 começa o trabalho com moradores de rua que têm dependência química.

Na casa San José moram quatro religiosos brasileiros, seis irmãos acolhidos e conta com mais duas realidades: as pastorais noturna e Bom Samaritano, as quais visam levar o amor de Deus aos mais pequeninos, constituindo um dos pilares do carisma. Ainda somam-se a rotina de oração e Adoração ao Santíssimo Sacramento, entre elas as 40 horas de Adoração.

A pastoral noturna é realizada todas as segundas-feiras. Enquanto a Pastoral Bom Samaritano, nas segundas e quintas-feiras, de 11h as 13h, e aos sábados a cada quinze dias, de 8h30 as 13h.

A rotina de oração dos acolhidos consiste na participação da Santa Missa e meditação da palavra de Deus pela manhã. Já à tarde, eles reúnem-se com os religiosos para a oração do Santo Terço.

Um dos irmãos acolhidos, o Carlos Chuqui, carinhosamente conhecido como Carlitos, assassinado em 28 de janeiro deste ano, foi um homem que aprendeu a rezar o Santo Terço na casa e propagou a devoção entre os seus amigos mais próximos. Carlitos cresceu nas ruas em meio ao álcool e cola de sapateiro de caráter muito forte, dificilmente socializava-se com as pessoas – e foi acolhido na Casa San José em 2015, com 31 anos de idade, iniciou então um

processo de restauração humana e espiritual. Ele realizou a primeira comunhão, aprendeu a ler as primeiras palavras, matriculou-se pela primeira vez em uma escola e pôde tirar a identidade com assinatura ao invés da digital com polegar. Quando saiu da Toca de Assis, Carlitos voltou a viver com a tia, assumindo o compromisso de cuidá-la. Descobriu-se, em seu velório, que ele rezava o terço todas as tardes com a tia e o primo – e se alguém equivocavase, ele docilmente corregia, ensinando como deve-se rezar. O mesmo fazia com seus conhecidos na rua, reunia-lhes para ensinar o terço e aconselhavaos a saírem das drogas. “O Carlitos falecido em 2019 era outra pessoa totalmente diferente daquele que ingressou na nossa casa em 2015. ‘A semente caiu em terra boa e deu frutos’. Essa é a frase que sua vida nos deixa como lembrança”, disse o Irmão Isaías.

Os grandes tesouros da casa San José são as capelas com Jesus Sacramentado, uma dedicada à Virgem de Guadalupe, utilizada exclusivamente para os horários individuais de Adoração ao Santíssimo Sacramento, realizados na manhã, e a outra maior dedicada a São José onde ocorre a sublime hora de Adoração, as Santas Missas e a adoração com leigos e voluntários, de modo especial a celebração das 40h.

O amor de Deus é tão grande que os religiosos recebem de forma generosa o apoio de tantos leigos e voluntários para viver o carisma ao qual foram chamados. Ao buscar acolher também foram acolhidos pelos irmãos de língua espanhola.

1 – Rede Mundial de Oração do Papa – Intenção de Oração do Papa (13-10-2018)

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